Uso de telas em crianças com TEA

Instituto Nesa 
Estudos apontam que o consumo excessivo do ambiente virtual entre 0-3 anos de idade, cumulativo com uma predisposição genética, pode produzir uma estrutura neuro-cognitiva típica de crianças com TEA, causados por privação sensório-motora e socioafetiva, levando a alta incidência de autismo.

O que afeta diretamente as estruturas cerebrais a longo prazo, pela influência dos fatores genéticos. Nessa perspectiva, podemos chegar a conclusão de que se se isso acontece com crianças típicas, o que se pode esperar das consequências causadas em crianças que já possuem o transtorno?

Entre 0-2 anos, o cérebro triplica de tamanho e depende muito de estimulação externa para o desenvolvimento fisiológico e principalmente cognitivo.

As crianças, diante do ambiente virtual, não participam das experiências de linguagem comum, estimulação do pensamento e da reflexão pelo diálogo que os pais, avós, familiares, ou o ambiente humano geralmente proporcionam.

Os estímulos auditivos e visuais percebidos na frente das telas são extremamente agressivos para cérebros em pleno desenvolvimento, os desenhos e filmes movem-se tão rapidamente, que ultrapassam a capacidade das crianças de acompanharem. 1.9

O uso excessivo priva as crianças da paz e do descanso necessário para desenvolver os mecanismos internos de linguagem de pensamento e reflexividade.

Embora as crianças interajam diariamente com esses dispositivos virtuais, elas têm dificuldades para superar a fonte simbólica e transferir o aprendizado na vida real.

Katarina Nunes

Fonte: https://www.sbp.com.br

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