157 anos da formação Eclesiástica da Matriz de União, atual Jaguaruana-CE ( 1863 á 2020)

Freguesia criada em 04 de Dezembro de 1863, canonicamente instituída em 20 de Dezembro de 1863, primeiro vigário nomeado em 19 de Janeiro de 1864, empossado em 31 de Janeiro de 1964. 

Observação: partes que será publicado nas páginas do livro " 157 anos da Matriz de União atual Jaguaruana " está sendo mostrado nesta publicação, toda pesquisa e conteúdo é de responsabilidade do autor Francisco Mateus da Silva, Mateus Poeta de Jaguaruana. Sua obra é independente de qualquer órgão público ou  privado do município, lembrando que a pesquisa será publicada e lançada com apoios financeiros de amigos e empresas que confia e acredita no seu potencial e trabalho com Cultura local.

Momentos históricos trechos:

Notícias sobre a formação da freguesia de Caatinga do Góis.

    No ano de 1710, por iniciativa de Domingos Tavares da Fonseca, foi construída na povoação de GIQUI, onde residia o referido cidadão, uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição tendo o mesmo, segundo registro histórico, feito doação de uma faixa de terra para o patrimônio da Santa. Desta data até a nomeação do primeiro vigário, lá estiveram os capelões, dentre outros, os  Reverendíssimos padres João Leite, Matias Pereira de Oliveira, Cláudio Pereira de Farias e Manoel José Rodrigues da Silva.
    Em princípios do ano de 1863, quando passou por aqui sua primeira visita pastoral o D. Luiz Antônio dos Santos, Bispo do Ceará. O Cel. Antônio José de Freitas fez-lhe sentir a necessidade de  fazer uma criação de uma freguesia no lugar.
    Não obstante a imposições de diversos habitantes na povoação do GIQUI, foi" Caatinga do Góis" escolhida para a sede desta freguesia.
    No mesmo ano de 1863, isto é, em 1863, por lei N.063, de 4 de dezembro foi criada a freguesia, proviosanada com a nomeação do primeiro Vigário, Pe Alexandre Correia Araújo Melo, em 19 do referido mês, o qual tomou posse em 31 de Janeiro de 1864.
     Entre os anos de 1868 a 1869, faleceu Antônio José de Freitas, no prédio de número 109, na rua da Matriz, onde após pertenceu ao senhor João Serafim Cassundé.  A primeira casa de Antônio José de Freitas, na então povoação de Caatinga do Góis, foi o prédio onde cravaram a primeira pedra, onde se ergueu na sua residência, a casa paroquial do lugar.

Trechos:

Povoação de Caatinga do Góis, elevada a vila de nome de União. Recebeu os foros de Cidade em virtude do Dec.n.66, de 11 de Setembro de 1890, por iniciativa do Pe. Antonio Candido da Rocha então Deputado Estadual. Segundo a crônica dos antigos, essa é a verdadeira origem da formação da atual Cidade de Jaguaruana, que também teve o nome de União.

A freguesia foi criada pela a lei N.1083, de 4 de
Dezembro de 1863, invocação de Sant' Ana. Canonicamente instituída entre os dias 19 e 20 de Dezembro de 1863. Primeiro Padre, Vigário Alexandre Corrêa de Araújo Melo nomeado em 19 de Janeiro de 1864 e se empossado 31 de Janeiro de 1864. A capela de Sant' Ana, Matriz foi mandada Construir pela Viúva de Manoel de Góis Natural de Pernambuco, Dona Feliciana Soares da Costa, em 06 de Outubro de 1761 fez doação dos terrenos que seu marido deixou para seu patrimônio canonico, escritura publicada no Aracati pelo Tabelião Lázaro Lopes Bezerril.

No poder Eclesiástico, a freguesia já foi paroquiada pelos seguintes sacerdotes:

1-Pe. Alexandre Corrêa de Araújo Melo  ( 31/01/1864 á 06/01/1867)
2-Pe. Joaquim José Fernandes ( 29/09/1868 á 24/06/1869)
3-Pe. José Gurgel do Amaral Barbosa ( 14/11/1869 á 21/01/1873)
4-Pe. João Paulo Barbosa ( 29/01/1873 á 02/07/1879)
5-Pe. Francisco de Lima ( 24/08/1879 á 10/12/1880)
6-Pe. Antonio Candido da Rocha  ( 01/09/1887 á 24/08/1890)
7-Pe. Glicério da Costa lobo  ( 01/09/1889 á 10/03/1890)
8-Pe. Agostinho José Santiago de Lima ( 03/04/1990 á 11/01/1910)
9-Pe. Manuel Duarte de Queiroz ( 27/07/1910 á   25/06/1916)
10-Pe. Antonio Pereira da Graça Monteiro  ( 14/07/1916 á 19/03/1922)
11-Pe. Nelson Teixeira de Farias ( 19/03/1922 á  05/08/1924)
12-Pe. Marcondes Cavalcanti ( 25/11/1924 á 14/02/1945)
13-Pe. Aluísio de Castro Filgueiras ( 15/03/1945 á 14/10/1969).
14-Pe. Raimundo de Sales Façanha  ( 15/10/1969 á 09/05/2010)
15-Pe. Raimundo Barbosa,  ficando até 22/01/2019
15-Pe. Zionete se possando em 27/01/2019.

 A polêmica do Padre Glicério da Costa Lobo ( 01/09/1889 á 1890), os mistérios e fatos estranhos dos milagres das Beatas.

      Sucessão de fatos estranhos" Mirculosos" ocorridos na cidade de Juazeiro do Norte, Icó, Aracati, União (atual Jaguaruana), criou a impressão de que se tratava de mais uma condenação" Diabólica" do que propriamente de uma ordenação Divina. Em cada desses lugares, ocorreu espéculos semelhante: Beatas corriam pelas as ruas cheias de gente, agitando ao ar crucifixos de bronze que sangravam "milagrosamente". Em Juazeiro do Norte, os altares ficaram tintos de vermelho , enquanto os crucifixos e as imagens dos altares vertiam o sangue da redenção. Em União, eventos semelhantes eram pontilhados de revelações proféticas de três dessas beatas. O pároco da Cidade Glicério da Costa Lobo, o desafortunado chefe da primeira comissão do inquérito de 1891. Passou-se a transmitir ás Cidades circunvizinhas. Inclusive a Cidade de Aracati, Porto de Aracati e a Capital Fortaleza, a predição agourenta de uma iminente destruição decretada por Deus. Nas duas semanas que se seguiram , enquanto os moradores de Aracati e União aguardavam sua sina bíblica, verificou-se o êxodo desordenado das populações, provocando tumultos e justificando, para muita gente, amediata intervenção policial.

Não se sabe se essas ocorrências simultânea tiveram origem num plano único ou se foram independente uma das outras. São conhecidas, porém, as suas consequências. Em 5 de Agosto de 1892. Dom Joaquim baixou severas penalidades, as mais dramáticas até estipuladas, suspendeu o Padre Glicério, privando-o de pregar, confessar e orientar os fiéis. Deixou-lhe apenas a faculdade de celebrar a missa. Medidas semelhante, tomadas com relação ao Padre Glicério, logo depois partiu para outras diocese, tinha por fim evitar que um segundo Juazeiro do Norte, surgisse no Município de União. Decorridos sete meses, tendo o bispo obtido, de forma confidencial, novos depoimentos , sem conseguir, entretanto, conter os acontecimentos na Cidade de Juazeiro do Norte. Dom Joaquim apresentou sua primeira declaração pública importante relativa á questão. Na sua primeira carta pastoral em 5 de Março de 1893. Dom Joaquim advertiu os fiéis" contra os vícios opostos á nossa Santíssima e divina religião". Desacreditou, explicitamente, embora não os condenando. Os " Milagres de Juazeiro do Norte" e exortou os membros da diocese a ignorâ-los de todos.

Outro fato importante que envolve o Padre Glicério da Costa Lobo, que o mesmo estando como vigário da Cidade de União, a igreja da cidade teve a sua parte do lado esquerdo desabado, onde matou uma Mulher que cuidava da igreja. Padre Glicério envia ao uma carta por um portador solicitando ao Padre Cícero Romão de Juazeiro, uma certa quantia em dinheiro pra levantar a parte da igreja que tinha vindo ao Chão, segundo que consta nas cartas que o próprio Padre Cícero escreveu a mãos, o pedido foi acatado onde chegou o dinheiro até às mãos do Padre Glicério para a reforma da igreja, em outra escrita após 5 meses o Padre Glicério envia outra carta a Cícero Romão Agradecendo ajuda. ( Outra Publicação irei postar as Cartas)

Quem foi Padre Glicério da Costa Lobo.
       
  Glicério da Costa LOBO - Nasceu em Aracati, 28 de maio de 1839, filho de Antônio da Costa Lobo e Maria Teodoro da Costa Lobo. Iniciou estudos de Humanidades em Fortaleza, concluindo-os em Recife, em cujo Seminário ingressou no curso teológico. Atingiu o presbiterato no Seminário da Bahia e cantou sua primeira missa em sua cidade natal. Designado pelo Bispo Dom Luís Antônio dos Santos, figurou entre os fundadores e primeiros professores do Seminário Episcopal de Fortaleza. Secretário do Bispado. Capelão do Asilo de Santa Leopoldina, em Niterói (RJ), bem como de hospitais ligados à Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Participou da elaboração das Constituições Sinoidais, do primeiro Sínodo Diocesano do Ceará. Capelão da paróquia de Aquiraz, onde morreu em 30 de novembro de 1916.

Contribuição de Padre Cícero Batista Romão. 

Padre Manoel Duarte Queiroz, da cidade de União,  em 10 de Outubro de 1912, solicita ao padre Cícero Romão de Juazeiro, uma quantia em dinheiro pra levantar a parte da matriz que havia caido na reforma que ele estava fazendo. ( o texto está na forma que ele escreveu a carta enviada ao Padre Cícero)

Acredito que a carta foi escrita em 10 Outubro de 1912.
A carta escrita foi o seguinte:

Meu Revdm.o Amigo
Paz em N. Senhor

      Agora mesmo no dia 6 do decorrente, tive a dor de passar pelo dis-sabor o maior da minha vida, cuja notícia ainda que por telegramma já tinha transmitido para a minha gente na Barbalha. Contudo suponho que ainda não sabe VRm.a. Cahiu a minha Matriz que se achava em trabalhos de reforma, na occasião Mesmo em que celebrava os Santos Sacrifício da Missa, Missa cantada, em festividade de S. Francisco. Morreram duas pessoas e sahiram feridas somente cinco porque a missa , como desde o início dos trabalhos, era celebrada em uma pequena capella do S. coração de Jesus, contígua a mesma Matriz, na qual Capella estava quasi todo o povo tendo apenas, gente nos corredores da Capella Mor da mesma Matriz, a qual a Capella Mor não sofreu nada.

    Enorme porém foi o prejuízo material, porque preparado do tecto, forro bom a parte cahida, o trabalho consistia na abertura de altas e largas arcadas sobre columnas novamente feitas, as quaes estavam promptas ja recebendo travejamento para tribunas e assoalhos nos corredores, quando tudo Cahiu.

       Desolador foi o panico que se fez, os gritos, a confusão, o arrojo do povo que sahio cahindo, do encontro uns dos outros, quasi morria tambem eu de afflicção, dôr e tristeza, julgando no momento que houvesse morrido centenas de pessoas. Por disposições divinas, morreram só estas duas pessoas e ficaram feridas essas cincos.

    Na oppressão de minha tristeza, e immaginando como reparar ao menos partes, os dannos ao menos materiaes e reedificar a Matriz de Sant' Anna a qual se não fosse minhas reformas não teria cahido, muitas coisas eu tenho pensado: entre ellas, uma foi a de me dirigir a alguns collegas, ao menos aos mais abastado, fazendo um carinhoso appello no sentido de me darem um adjutorio, senão por si sós, ao menos por entermedio de algum amigo também mais abastado e caridoso. Assim peço ao bom collega um auxílio na altura de suas posses e confio alcançar.

Aqui o amo e collega
Pe. Manoel Duarte de Quinou( ?)
União 10 de Outubro de 1912

Segundo que consta nas cartas de padre Cícero, o pedido foi acatado por ele, enviando-lhe dinheiro e uma carta de recomendação ao padre Manoel Duarte, ainda estou procurando onde ela está registrada.

Pesquisa

O livro " 157 anos da Matriz de União atual Jaguaruana" tem toda responsabilidade de pesquisa, do Jovem Mateus Poeta de Jaguaruana.

Apoios ou dúvidas entre em contato com  Mateus Poeta  (088) 99204.1776

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