PF encontra pilhas de dinheiro em empresa investigada por fraude milionária

Agentes da PF e da CGU continuam vasculhando empresas envolvidas nas fraudes

Agentes da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU) encontraram em um escritório “alvo” da “Operação KM Livre”, deflagrada nesta quinta-feira (19) em Fortaleza e mais quatro cidades do Ceará, Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro uma verdadeira montanha de dinheiro. 

19 de novembro de 2020 
Fernando Ribeiro

Os valores ainda estão sendo contados pelas autoridades e podem ultrapassar os R$ 6,9 milhões apreendidos na fase anterior da mesma operação, realizada há quatro anos.
Uma grande soma em dinheiro em espécie foi localizada na manhã de hoje em um escritório de uma empresa de locação de veículos no bairro de Fátima, em Fortaleza. Outra pilha de dinheiro foi encontrada em um endereço da mesma empresa no bairro Leblon, no Rio de Janeiro (Capital).

São pilhas de cédulas de R$ 100,00 e R$ 50,00, além de moedas estrangeiras que serão confiscadas pela Justiça Federal, pois se trata de valores investigados pela PF e CGU em processos licitatórios  fraudulentos de prestação de serviços para órgãos públicos de Fortaleza, isto é, aluguéis de veículos para órgãos oficiais.


Políticos e gestores
A operação “KM Livre” está mobilizando dezenas de agentes da PF e fiscais da CGU desde o começo da manhã. São 27 endereços alvos de buscas e apreensão em Fortaleza, Caucaia, Russas, Mossoró (RN) e Rio de Janeiro (RJ).

De acordo com nota oficial distribuída pela PF no começo da manhã de hoje, a operação visa buscar provas da atuação de uma organização criminosa que atua no Ceará há, pelo menos, 20 anos, em processos fraudulentos em licitações, que levaram a outros crimes, como lavagem de dinheiro, malversação de verbas públicas e outros crimes financeiros.

O chefe do bando seria um político que já exerceu mandatos de deputado estadual e federal no Ceará. A ramificação da organização criminosa atinge empresários, políticos, gestores públicos e pessoas usadas como “laranjas” nas operações criminosas da quadrilha.

Leia na íntegra a Nota Oficial da PF sobre a operação:

“Fortaleza-CE: A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 19/11, a segunda fase da Operação KM LIVRE, em atuação conjunta com a Controladoria Geral da União.

Estão sendo cumpridos 27 Mandados de Busca e Apreensão em Fortaleza/CE, Russas/CE, Caucaia/CE, Mossoró/RN e Rio de Janeiro/RJ.        

Os mandados foram deferidos pela Justiça Federal, decorrente de investigação em Inquérito Policial que apura fraudes  na contratação de serviços de locação de veículos e motocicletas, com desvio de recursos públicos, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro, com atuação de grupo que é liderado por investigado que exerceu mandatos de deputado federal e deputado estadual (Adail Carneiro) no Estado do Ceará no período da investigação. 

Há fortes evidências de lavagem de dinheiro ilícito por meio da aquisição clandestina de corretoras valores e de sociedades em conta de participação do ramo de energia eólica, com a ajuda estratégica de operadores do mercado financeiro. Apura-se, esta fase da operação, a atuação de agentes públicos nos crimes investigados.

A primeira fase da Operação Km Livre foi deflagrada no ano de 2016, ocasião em que houve a apreensão de mais de cinco milhões e novecentos mil reais em dinheiro na sede de uma das empresas investigadas, no bairro de Fátima.

Nesta manhã de 19/11/2020, os policiais flagraram e estão apreendendo grande quantidade de dinheiro em  espécie, com suspeita de lavagem de dinheiro, ocultado na sede de uma das empresas investigadas, no bairro de Fátima, em Fortaleza/CE.

A investigação policial identificou, a partir desses valores, documentos e dados apreendidos na primeira fase, a atuação da organização criminosa na criação de empresas com participação de “laranjas”, isto é, pessoas atuando em nome de terceiros investigados, reais gestores das empresas investigadas; atuação em fraudes em licitações; desvios de recursos públicos; lavagem de dinheiro com aquisição de imóveis, empresas e transações no mercado financeiro. A organização criminosa investigada atua há cerca de vinte anos e, desde então, tem obtido consecutivos e progressivos êxitos nas empreitadas criminosas objeto de investigação.

A organização criminosa atua há cerca de vinte anos e, desde então, tem obtido consecutivos e progressivos êxitos nas empreitadas criminosas, gerando lucros ilícitos. A Polícia Federal continua a investigação, com análise do material apreendido na Operação Km Livre – 2º fase, com o fim de detalhar a atuação de cada investigado na organização criminosa.”

Blog do Fernando Ribeiro

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