Itália caminha para 'epidemia incontrolável', alerta órgão de saúde

Passageiros utilizando máscaras faciais de proteção viajam em um bonde enquanto a Itália adota novas restrições com o objetivo de conter o aumento das infecções pela covid-19 em Roma, ItáliaImagem: Guglielmo Mangiapane/Reuters

10/11/2020 09h10

O Instituto Superior de Saúde (ISS), órgão ligado ao governo da Itália, afirma em relatório que o país se encaminha para uma "rápida piora" da pandemia de coronavírus Sars-CoV-2 e que a situação pode se tornar "incontrolável" em breve. "Todas as regiões e províncias autônomas estão classificadas no risco alto de uma epidemia não controlável e não gerenciável no território ou em risco moderado com alta possibilidade de progredir para o risco alto nas próximas semanas. É essencial reforçar as medidas de mitigação em todas as regiões e províncias autônomas", diz o relatório semanal.

O documento alerta que a maior parte do país já está no "cenário 3", de quatro possíveis, o que confirma "uma situação complexamente e difusamente muito grave em todo o território". O texto ainda destaca que "continua a aumentar o número de casos não reconduzíveis à cadeias de transmissões conhecidas", que quase dobraram em duas semanas.

Considerando os dados até o dia 7 de novembro, a Lombardia é a região com o índice de transmissão (Rt) mais alto, com 2.08, seguida por Basilicata (1.99), Piemonte (1.97), Molise (1.88) e província autônoma de Bolzano (1.87). Para controlar a pandemia, é preciso que o RT fique abaixo de 1.0, ou seja, quando 10 pessoas contaminam outras nove. No caso da Lombardia, por exemplo, cada 10 pessoas estão contaminando pouco mais de 20.

Nesta segunda-feira (9), o Ministério da Saúde informou que foram registrados 25.271 novos casos e 356 mortes por Covid-19 em 24 horas. Com isso, os contágios e óbitos estão em 960.373 e 41.750, respectivamente.

Desde o dia 27 de outubro, o país registra diariamente mais de 20 mil novos contaminados, nos maiores patamares desde o início da pandemia em fevereiro deste ano.

UOL Notícias

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