Lava Jato. Em delação, Joesley Batista revelou pagamento de propina milionária ao grupo de Cid Gomes

Por Robson Bonin. 16 out 2020, 14h27 - Publicado em 16 out 2020, 10h22

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta a Operação Marquetagem para cumprir 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral de Fortaleza. Os alvos estão na capital cearense, em São Paulo (SP) e Salvador (BA).

A investigação foi aberta a partir da delação premiada de Joesley Batista, que revelou o pagamento de propina milionária ao grupo de Cid Gomes em troca da liberação de créditos de ICMS legítimos do grupo JBS no estado. Uma boa parte da bronca foi contada em agosto de 2018 pelos repórteres de VEJA Nonato Viegas e Hugo Marques.

O pagamento de 25 milhões de reais se deu, segundo a delação, por meio da simulação da prestação de serviços publicitários e do uso de notas fiscais frias, “bem como através de doações oficiais para campanhas eleitorais nos anos de 2010 e 2014”, diz a PF.

Os investigados poderão responder, na medida das suas responsabilidades, pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, corrupção, lavagem de dinheiro e integrar organização criminosa.

Na delação, o ex-diretor da J&F Ricardo Saud narra que, “entre junho e julho de 2014, o então governador do Ceará, Cid Gomes, esteve na sede da JBS em São Paulo e pediu a Joesley Batista e Wesley Batista contribuição para a campanha de Camilo Sobreira de Santana ao governo do estado”.

Segundo o delator, Wesley “ponderou que o Ceará devia à JBS, no âmbito do programa Proapi, R$ 110.404.703,61, em restituição de créditos de ICMS e que, por isso, seria difícil contribuir”. O delator lembra que Cid pediu a Wesley que refletisse sobre o pedido e se retirou. A delação segue:

Fonte: VEJA

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