Política e justiça morosa. Sensação de impunidade a cada dia

ILUSTRAÇÃO EXTRAÍDA DO FOLHA DO TUCURUÍ
O radialista Tácito Forte escreveu nota bastante interessante sobre eleições e justiça em sua página de Facebook. Logo abaixo de sua análise faço um contraponto corroborando com sua escrita:

PERTINHO DE COMEÇAR (por Tácito Forte)

Legalmente, cada candidato a prefeito em Aracati poderá gastar até R$ 729.225,57 na campanha. Entre os postulantes ao legislativo, o limite individual é de R$ 65.874,02.


NÃO É FICTÍCIO, É REAL

Para quem acha que isso é fichinha, basta ver o tamanho da encrenca causada pelas desaprovações das contas de campanha (2016) do atual prefeito. Naquela época, diante do parecer desfavorável do MP, o juiz eleitoral decidiu pela desaprovação. A decisão foi ratificada pelo colegiado do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na capital. Portanto, convém não descrer na lei. A peleja está guardada numa gaveta em Brasília.


FANTASMINHA CAMARADA (COISAS DO ALÉM)

Entre as nove irregularidades apontadas pelo MP no caso, existe a absurda doação de R$ 1.920,00 em nome de um ex-servidor da Sefaz, morto em acidente de transito em 2013, aos 58 anos. A assinatura do falecido foi falsificada (por um vivo, certamente).


PERGUNTA INÓCUA

Mas, qual o resultado disso tudo? Pouco, quase nada. Com sorriso no rosto e repartidas em trocentas parcelas, pagam-se multas e impunidades. Segue o baile.



VAMOS NÓS!

Quanto vale uma candidatura?. (por Sandro Guimarães)

Em 2004 eu participava de uma reunião com um grupo de candidatos (a maioria chorando ‘liseira’) querendo dinheiro para campanha e em voz uníssona bradavam: "com menos de R$ 150 mil não se ganha eleição para VEREADOR em Aracati"

 

Para o TRE/TSE, contas desaprovadas é uma espécie de "crime hediondo na política". Mas lá também se pode 'embromar'. Quatro anos e o resultado final da condenação não sair da gaveta não dá para conceber esse tipo de justiça

 

Promotores do MP precisam ganhar muito dinheiro, afinal elaborar centenas de folhas de processos e vê seu valioso trabalho sem o resultado que deveria ser imediato devido a juntada de provas e gravidade das investigações, no mínimo é de causar estresse e até desgosto

 

Uma justiça que não acredita na expiação de penas via reencarnação ou aparição espiritual, protelando julgamento visando decifrar enigma de um depósito feito por “um falecido já há 3 anos” sendo ele um doador de campanha para o então candidato e hoje prefeito Bismarck Maia, parece ser menos grave do que a constatação de uma assinatura falsificada em favor da campanha do mesmo.

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