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Cabeleireiros, manicures e barbearias só atenderão com hora agendada e lojas devem limitar entrada a uma pessoa por família. 
FORTALEZA, CE, BRASIL, 30-05-2020: Prédios ao fundo com o mar. Movimentação no bairro Vila do Mar. Em época de COVID-19. (Foto: Aurelio Alves/O POVO)

Com lojas fechadas há mais de 70 dias por conta da suspensão da atividade econômica não essencial no Ceará, o setor do comércio de bens e serviços começa a reabrir suas portas nesta segunda-feira, 1º de junho, na fase de transição do plano de retomada gradual estabelecido pelo Governo do Estado. Neste primeiro momento, que terá a duração de sete dias, será permitido o funcionamento de lojas de material de construção, óticas e salões de cabeleireiro, manicure e barbearia. Ansiosos pelo retorno, representantes dos segmentos garantem que seguirão novos protocolos para garantir a segurança de clientes e colaboradores.

No caso dos chamados "salões de beleza", por exemplo, os estabelecimentos atuarão com apenas 30% da capacidade, com revezamento de funcionários, e devem realizar o atendimento apenas com hora agendada, para evitar que as pessoas fiquem esperando, segundo explica o  presidente do Sindicato dos Salões de Barbeiros e de Cabeleireiros, Institutos de Beleza e Similares de Fortaleza (Sindibel), Naugusto Freire. "A orientação é não deixar os clientes aguardando. Ele deve chegar e ser imediatamente atendido", destaca.

Além disso, Naugusto ressalta que os estabelecimentos devem respeitar uma distância mínima de dois metros, de um atendimento para outro, e disponibilizar álcool em gel para clientes e funcionários. "O uso de máscara é obrigatório por parte dos colaboradores, além de óculos ou protetor facial, tendo em vista que há uma proximidade de respiração na hora do serviço. Também orientamos que, se possível, os salões abram portas e janelas para o ar circular e que deem preferência ao cartão na hora de receber pagamentos", diz.

O presidente do Sindibel também afirma que está cobrando um cuidado especial com a higiene pessoal dos funcionários, que devem utilizar, no serviço, uma roupa diferente da utilizada no trajeto para a empresa. "Se houver a possibilidade, seria ideal até que o colaborador tomasse banho antes de iniciar o serviço", pontua. Conforme diz, todos esses cuidados são fundamentais para garantir a continuidade da abertura das lojas. "Não é uma questão de fazer por medo de fiscalização, mas para garantir a vida das pessoas e do seu negócio. Se o cliente chegar no salão e não se sentir seguro, ele com certeza vai embora e não volta mais".

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas), Cid Alves também reforça que os segmentos liberados a abrir suas lojas "não podem errar", pois a continuidade do plano de retomada do Governo está diretamente ligada aos resultados da fase de transição. "Todos precisam ser bons exemplos para as próximas etapas de reabertura", pontua. Segundo ele, os estabelecimentos autorizados a reabrir devem disponibilizar álcool em gel e máscaras para funcionários e consumidores. "Vamos colocar fitas sinalizadoras para que clientes entrem e saiam pela mesma porta. Além disso, devemos implementar o mesmo protocolo dos supermercados, de limitar o acesso a apenas uma pessoa por família", revela.

Ainda de acordo com Cid Alves, que também preside o Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção (Sindmac-CE), o setor está "preparado para atender" e não deve ter dificuldades no que diz respeito ao estoque. "Praticamente não tivemos vendas em abril e maio, pois o delivery deste segmento não tem muita força, portanto a questão do estoque não será problema. Eventualmente, pode faltar um produto ou outro por conta da suspensão da indústria, mas com o tempo a situação vai normalizar", comenta.

Conforme o planejamento do Governo, as lojas de material de construção também só poderão atuar com 30% do quadro de funcionários em um primeiro momento. Segundo Cid Alves, a expectativa é de que a decisão seja revista, pois a limitação traria problemas ao setor. "Trabalhamos com materiais pesados. Por exemplo, 200 metros de cerâmica, que não é muita coisa, já pesa 3 mil quilos. Assim, teremos que designar muitos funcionários para a entrega desses produtos e, com apenas 30% do quadro, sobrará pouca gente para fazer o atendimento", pontua.

Por Áquila Leite
Jornal O POVO

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