Médicos da UFC propõem uso de hidroxicloroquina para profissionais da saúde.

Medicamentos só poderão ser comprados com receita médica (Foto: REPRODUÇÃO).  O infectologista Anastácio Queiroz defende que medicamento pode ser importante se prescrito no início do tratamento

Um trio de médicos e professores da Universidade Federal do Ceará (UFC) enviou ao sistema de saúde documento propondo o uso da HIDROXICLOROQUINA para profissionais que estão na linha de frente de combate ao novo coronavírus (Covid-19). O medicamento, indicado no tratamento de malária, artrite reumatioide e lúpus, entre outras condições, tem sido indicado no tratamento da Covid-19 em situações específicas.

Embora esteja no meio de um embate ideológico no País, a HIDROXICLOROQUINA apresenta ação sobre a Covid-19. De acordo com o infectologista Anastácio Queiroz, o remédio pode ser "importante, especialmente se utilizado no início do tratamento para pessoas nas zonas de risco". O medicamento é um análogo da cloroquina, só que menos tóxico.

"Depois que a doença avança muito e o paciente vai para a UTI, fica difícil conseguir alguma regressão num intervalo de tempo razoável e consequentemente evitar complicações", explicou o médico em entrevista à rádio O POVO CBN.

A proposta prevê a dose de um comprimido durante cinco dias seguidos. Depois, um comprimido por semana enquanto for necessária a prescrição. Também está sendo proposto zinco como suplemento, devido a função de imunidade ao sistema. "Acreditamos que isso poderá evitar a doença ou torná-la menos severa para os profissionais que venham a adoecer", diz Anastácio Queiroz.

No último dia 31, a Agência Americana para a Segurança Alimentar e do Medicamento, a Food and Drug Administration (FDA) liberou no país o uso de fosfato de cloroquina e do sulfato de hidroxicloroquina para os pacientes de Covid-19 que estão em estado grave.

De acordo com o portal de medicina PebMed, ainda não há estudos clínicos de grande porte que comprovem a eficácia das substâncias contra a doença. Nos Estados Unidos, por exemplo, existem restrições para o uso: os pacientes precisam ser adolescentes ou adultos, pesarem pelo menos 50 kg e estarem internados devido ao vírus.

No dia 3 de abril, o EX- Ministro da Saúde, Henrique Mandetta, anunciou que a hidroxicloroquina seria ministrada para pacientes em estados grave no Brasil. Na mesma data, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) divulgou nota sobre a venda da hidroxicloroquina e cloroquina no Estado.

Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os medicamentos só devem ser vendidos para pacientes que apresentarem receita de controle especial em duas vias, sendo obrigatória a retenção na farmácia ou drogaria da 1ª via da receita. É possível denunciar farmácias que estejam vendendo as substâncias sem receita pelo e-mail do MPCE: covid19.denuncia@mpce.mp.br.

Uma pesquisa internacional realizada pela empresa global de saúde Sermo aponta que, para 37% dos médicos ouvidos, o medicamento é o mais eficaz no tratamento da Covid-19 em uma lista de 15 antibióticos. De acordo com o jornal britânico Daily Mail, na Espanha, por exemplo, 72% dos médicos usaram o medicamento. Enquanto 55% declararam ter prescrito na Itália e 44% na China.


*Matéria publicada no Jornal O POVO por
RUBENS RODRIGUES no dia 06/04/2020

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