Post Top Ad

Covid-19 News

Post Top Ad

Há algumas semanas a sociedade brasileira foi tomada de súbito pelo diagnóstico da chegada de um surto virótico em escala mundial, rápido, avassalador, impiedoso, pois o veículo de transmissão reside justamente no que de mais efetivo existe nas relações humanas, o contato.

Perplexidade à parte fomos impelidos a reagir. Pouco tempo para internalizar o que de fato é real, abstrato, e sem pedir licença, ele toma conta de um povo e o faz refém. Risos nervosos, expressões de pânico, insegurança, incertezas, tudo coube nesses poucos dias para indicar a cada um que tomou ciência do assunto que chegou a hora de mudar o rumo, de dar uma reviravolta nas rotinas, de sair da zona de conforto, do programado, e partir para adaptações, improvisações, criações, enfim, buscar formas variadas de prosseguir a jornada da vida, dos afazeres, das responsabilidades e dos compromissos.

As perspectivas são quase que unânimes em enfatizar que dias difíceis virão. A exemplo do que ocorreu em outros países, assistiremos os esforços de profissionais competentes, para resgatar vidas adoecidas pelo inimigo invisível. E, consequência de isolamentos voluntários, lutaremos contra a saudade dos abraços, dos afagos e da presença de muitos dos que amamos ao nosso lado.

Há, entretanto, um prognóstico alvissareiro: o vírus passará. Mas sem a possibilidade de efetivamente termos um prazo certo para ele sumir. Durante algum tempo, vamos ao longo da caminhada moldando os nossos passos e criando jeitos e formas de reforçar vínculos, de resgatar sorrisos, de acordar emoções, de executar projetos ou ainda de refazer planos.

Para mantermos de pé o nosso espírito será preciso acreditar, antes de tudo, que o homem pode tirar de si mesmo capacidades adormecidas e ressuscitar possibilidades impensadas em situações de calmaria. Existirá sempre dentro de cada ser um gigante adormecido prestes a acordar, por motivos diversos. E talvez a voz que terá eco e força para dar animus a esse ser grandioso dentro de cada um de nós será o amor, o carinho e o apoio constante que mesmo à distância possamos receber de outrem. Ninguém será melhor ou pior que ninguém, mas, muito mais forte pelo acolhimento, pela confiança em saber que alguém está alerta e pronto a lhe auxiliar.

As palavras são força e as atitudes pilares de sustentação para o espírito. Sem maiores delongas, há que se fazer um movimento rápido para acudir, para assistir, para chegar. Sem julgamentos, e com propósitos. Confiantes, confidentes, consonantes com a certeza de que depois será tarde, porque já passou. Tudo é urgente. Tudo é emergente. Esses são os novos tempos que estamos a viver.

Porque inexoravelmente a vida seguirá. E poderemos preparar um amanhã cheio de histórias verdadeiras, sentidas, consentidas, e com a grandeza daquilo que nos permitirmos criar.

Sigamos com o sinal verde da vontade de prosseguir, com algo maior do que apenas constatar um fenômeno poderoso que se apropria de corpos e os destrói. O invisível não é risível. É um fato cruel, concreto, que se apropria de pessoas e estas nem sempre tem chances de sucesso.

A ordem atual é, enquanto podemos, nos unimos e resistimos, cuidamos e ajudamos de alguma forma a construir um front de energia e capacidades, dando alma e força uns aos outros para chegarmos muito além do que sozinhos não poderíamos chegar. As saídas estão dentro de nós. Soltemo-las!!!

Profa. Criseida Alves Lima
Conselheira Acadêmica FVJ

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Post Top Ad