Porteiro sobrevivente do desabamento do prédio no bairro Dionísio Torres em Fortaleza/CE conta como aconteceu a tragédia



Publicidade
O porteiro do Edifício Andréa, sobrevivente do desabamento, trabalhava no prédio da Rua Tomás Acioli há 20 anos. Francisco Rodrigues
Alves, de 58 anos, contou que antes da tragédia, havia cinco pessoas no térreo do prédio: ele, a síndica, um engenheiro, um supervisor e um pedreiro.

Antes do desabamento, o porteiro conversou com os funcionários da obra que tinha começado no local na segunda-feira (14). “Eles estavam mexendo nas colunas e tinham umas que estavam mais estragadas que as outras. Eles deixaram uma quase totalmente exposta. Cheguei para os rapazes e perguntei se não estava faltando alguma coisa, umas escoras. Eles disseram que tinha mandado pegar, mas que não tinha perigo, porque o que sustentava o prédio era uma coluna mais grossa, mas ela não resistiu ao peso do prédio”.

O porteiro então ouviu um barulho e, ao se virar, se deparou com o prédio caindo. “Ele começou baixando de um lado e eu corri. Quando cheguei no portão da Tibúrcio Cavalcante, tentei abrir e não consegui. Aí alguma coisa bateu em mim, e eu caí com o portão lá no meio da rua e desmaiei. Fui parar em uma padaria. De lá me colocaram em uma ambulância para o Frotinha da Messejana”.

Francisco chegou ao hospital por volta das 11:30 da terça-feira (15), com ferimento no braço e escoriações mais leves nas pernas e cabeça. Agora, aguarda no corredor da unidade uma transferência para realizar cirurgia no braço no Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro.

O porteiro afirmou que o prédio tinha 36 anos e possuía dois apartamentos por andar. “Eu conhecia todo mundo que morava lá”. A síndica do prédio, o engenheiro, o supervisor e um pedreiro.

Compilado do Grupo Aracatipolicia24hs Publicidade