Advogada é presa após desacatar agentes penitenciários em Fortaleza/CE



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A advogada Paloma Gurgel, foi presa
após desacatar agentes que escoltavam um preso cliente dela em uma clínica médica na
Av. 13 de Maio no bairro de Fátima, em Fortaleza.

Um bate-boca entre uma advogada e agentes penitenciários se transformou em um caso de Polícia e a revelação da ação de advogados com o crime organizado e as ordens para a onda de ataques no estado.  Durante o incidente, a advogada *Paloma Gurgel* acabou presa.  Em um áudio postado nas redes sociais, logo após ser solta  através de fiança de 10mil, ela acusou o secretário da Administração Penitenciária, *Luís Mauro Albuquerque*, de comandar torturas e de ter montado uma tática para que presos de facções rivais no Ceará se matassem dentro dos presídios, como aconteceu no Rio Grande do Norte.

A confusão envolvendo *Paloma Gurgel* e *agentes  penitenciários* ocorreu na noite desta quinta-feira (26) no momento em que eles escoltavam um preso (cliente dela) para uma consulta em uma clínica médica localizada na Avenida 13 de Maio, no bairro de Fátima. A advogada afirma na clínica foi ameaçada de morte, com arma de fogo apontada em sua direção. Na discussão, recebeu voz de prisão e, em resposta, também deu voz de prisão ao agente. A Polícia Militar e representantes  da OAB-Ceará foram chamados e conduziram os dois para a Delegacia Geral.

A advogada diz que se recusou a ser levada numa viatura do Grupo de Apoio Penitenciário (GAP), ocupada pelos agentes. No áudio, ela diz que foi agredida fisicamente e submetida a exame de corpo de delito na sede da Perícia Forense do Estado (Pefoce).

Na gravação, *Paloma Gurgel* acusa diretamente o secretário *Mauro Albuquerque* de comandar torturas contra presos no Ceará, repetindo, segundo ela, o que ocorreu quando ele exercia cargo semelhante no estado do Rio  Grande do Norte.  

“Todo mundo sabe o histórico desse secretário. Todo mundo sabe o que está acontecendo nesta cidade desde que ele entrou (assumiu o cargo). Já são dois episódios de ataques.  Ele pensou que o povo (detentos de facções rivais) ia se matar, como se matou lá em Natal. Era a tática dele, mas não deu certo aqui. Ao contrário, várias investigações da (Polícia) Federal afirmam que foi feito um acordo de paz pelas facções devido ele ter juntado os presos (de facções rivais) nas mesmas alas, como ele disse que ia fazer”.

Compilado do Grupo Aracatipolicia24hs Publicidade