Policial estudante da Unifor foi barrado em sala de aula por estar fardado e armado.



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O SD Rafael de Moura Marques, lançou nota em desabafo pelo constrangimento que alega ter recebido em sala de aula da UNIFOR, por ter adentrado a sala
armado. O detalhe é que o policial estava fardado, e segundo o mesmo, a lei lhe dá direito de portar a arma. Ambos (instituição de ensino e policial) alegam constrangimento. O mesmo relatou que já tomou as devidas providencias junto ao MP e a própria corporação. O Boletim de Ocorrência foi realizado.

Cheguei na Unifor vindo direto do expediente no quartel por volta das 19 hrs e já fui para a sala onde faria prova. Enquanto esperava o outro horário terminar fui interpelado por um segurança que me perguntou se estava de serviço para estar portando arma, que eu devia retirar minha arma por estar ofendendo e constrangendo os alunos e professores. Respondi, então, que de maneira nenhuma iria me desarmar pois tinha autorização legal para andar armado e que estava fardado, portanto qualquer um saberia que se tratava de um PM. 

Ele insistiu e eu disse que ele me trouxesse por escrito esse pedido da faculdade. Quando estava iniciando a prova um senhor que se apresentou como superior do vigilante veio me fazer o mesmo pedido dizendo que eu havia assinado contrato onde não poderia estar armado, e de pronto falei que contrato não revoga lei, que meu porte é em consonância com a lei do desarmamento e portaria do comando geral da instituição e era ostensivo por eu estar fardado. Que ele me apresentasse por escrito o pleito da faculdade, pois aquilo merecia uma notificação do Ministério Público. Apareceu então a professora da cadeira, Prof. Diane, esta sugeriu junto com o tal sr. Carlos que eu fosse para outra sala ou viesse outro dia fazer a prova pois minha presença constrangia os demais alunos. Falei então que era aluno, que pagava o mesmo valor que os demais alunos e que não estava descumprindo nenhuma lei em estar fardado e armado. Os que não gostassem de polícia que se retirassem. Que ou me apresentavam por escrito ou eu iria voltar para sala e fazer a prova. Assim o fiz. 

Depois que encerrei me chamaram na sala do coordenador, Prof. Medina para me pedir que evitasse assistir aula fardado e armado para evitar o constrangimento. Colhi os dados dos envolvidos e acionei a CIOPS. 

Ocorrência iniciada por volta das 19 horas, atendida pela vtr do supervisor da AIS 07 2º TEN QOA Barbosa. Boletim de ocorrência feito no 13º DP em decorrência do constrangimento e discriminação a que esse agente de segurança pública foi submetido.

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